É muito, muito, muito, muito difícil encontrar um homem hétero interessante em São Paulo.
Ando tão desanimada que nem exijo mais beleza física. O que procuro, na verdade, são características que me atraem, como inteligência, bom humor, bom gosto pra música, o mínimo de formação educacional (não quero um Phd, mas tb não precisa ter só o Ensino Fundamental, né?), habilidade para se relacionar socialmente (saber conversar em uma mesa de bar, por exemplo) e objetivos de vida em comum (querer ter um relacionamento sério e não ter como maior desejo se tornar monge budista no Tibet). Também dispenso menores de 18 anos, sexagenários e portadores de qualquer patologia psicológica. Eu realmente acho que não peço muito.
E o problema é que o perfil de homem que procuro é o mais visado no mercado. Todas querem exatamente o mesmo que eu. Resultado: todos os homens nesse perfil já tem namorada ou já estão casados. Vamos a um exemplo prático?
No primeiro dia da nova turma no espanhol fiquei muito interessada por um cara, só de bater o olho. Aos poucos fui descobrindo coisas em comum. Sabe aqueles exercícios de conversação? "Que tipo de música vc prefere?" ou "Comente sobre os filmes em cartaz". Ele era perfeito demais para ser verdade: 27 anos, publicitário, bom emprego, católico, já viajou pelo mundo, gosta e entende de música... e ainda temos amigos em comum! Ah! Informação importante: ele é magrelo, usa óculo e não é nenhum pouco bonito.
Depois de algumas semanas sem faltar nenhum dia na aula, descobri o sobrenome da criatura e claro, como qualquer outra mulher comum, pesquisei no Google. Achei twitter, blog, orkut e mais: a namorada! Sim, era bom demais para ser verdade. Uma menina linda, de 25 anos, magra, loira, dentes perfeitos. Linda demais para ele, inclusive.
Todos os bons tem namorada. E o que sobra para as solteiras?
Beijos,
Helo.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
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